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Editorial

RJ - todos

Valorização política dos idosos e velhos hábitos no RJ

No início só escuridão! Ser idoso era cuidar dos netos, jogar dama ou cartas nas praças ou ficar com a boca cheia de dentes (dentadura) esperando a morte chegar! Então se fez luz! Sérgio Cabral (pai), com o título “Parece que foi Ontem” da extinta Coopim (Cooperativa dos Profissionais de Imprensa do Estado do Rio de Janeiro) promove bailes – com ingressos pagos - voltados aos aposentados chiques. Essa terceira idade bailante era a nata dos aposentados do RJ: judiciário, Caixa Econômica, Banco do Brasil, Petrobrás, BNDES, Militares, etc. Estamos falando da década de 80, onde “tudo” começou! A transformação e interesses dos políticos sobre os idosos. Antes: “velho não dá voto”! Hoje: “Também quero os votos dos velhos”!  

Sérgio Cabral (pai), jornalista boêmio, conhecedor da música popular, participou da fundação do jornal O Pasquim (resistência crítica de humor à ditadura militar), professor de jornalismo, tecia o destino político do seu filho Sérgio Cabral que se exercitava politicamente no MDB Jovem. Com o apoio do influente jornalista e pai, que se tornou vereador na cidade do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral Filho passa a controlar dois momentos da vida humana no RJ e a desenvolver a base da sua carreira política: A adolescência através do Albergue da Juventude/agência de viagens. E os idosos: com bailes populares gratuitos voltados para 3ª idade, atingindo a cidade do RJ (subúrbios) e o grande Rio.

Foi a mudança, uma revolução e valorização dos idosos que apareciam como carro-chefe da imagem de Sérgio Cabral filho. Cada ano eleitoral ele crescia mais nas urnas. Políticos mudaram de opinião: “Velho dá voto”! Os manjados currais eleitorais assistenciais para idosos, mantidos pelos políticos, através da dentadura, remédios amostras grátis, conversa fiada e corrupção não rendiam tanto eleitoralmente (idoso não é bobo). Sérgio Cabral, já na década de 90/2000, conseguiu montar uma rede de pessoas contratadas ministrando aulas de ginásticas/alimentação/aula de dança, que crescia conforme aumentava a influência política dele.

O comportamento do idoso mudou! Convívio com novos círculos sociais e interesses surgiram entre os idosos. Despertou, no ser humano que seria velho, a vaidade na apresentação da imagem pessoal, intelectual e a atividade na vida sexual.  Ainda na década de 90 surgiram, em Niterói/RJ, dois movimentos que colaboram no reconhecimento e imagem do Sérgio Cabral filho, são: Clube Ideal da 3ª Idade e Projeto Gugu.

O Clube Ideal nasceu na extinta autarquia federal LBA (Legião Brasileira de Assistência), na Av. Amaral Peixoto, nº 171, Centro, Niterói (Prédio do INSS). Os idosos eram atendidos socialmente numa sala para atividades únicas na época; artesanatos/bate-bapo. O grupo de idosos chamado Capen cresceu muito que não cabia mais na sala. Foi dividido e o novo grupo passou a se chamar Ideal da Terceira Idade.  Com o final da LBA em 1992, culminado com o escândalo de corrupção na época da então esposa do ex-presidente Fernando Collor, o Clube Ideal sob a presidência do aposentado Wilson Ferreira se torna pessoa jurídica e promove bailes: na sede onde permaneceu e no Clube Canto do Rio, Centro de Niterói.  São 4 bailes por semana. O Clube Ideal chega a ter 600 sócios ativos e os bailes de sábado no Canto do Rio 1.200/300 pessoas.  O atual prefeito de Niterói, Rodrigo Neves (PT), foi o primeiro político a apoiar o Clube Ideal quando era secretário municipal de ação social. Mas nunca soube trabalhar com o apoio dos associados. O ex-dep. Fed. Rubens Medina também apoiou o clube quando o INSS tentou, pela primeira vez, despejar o clube do imóvel. Na época houve retorno eleitoral.  

O Projeto Gugu completou 20 anos de atividade neste ano de 2016. Hoje se articula através da Ong Funcab (Fundação Carlos Augusto Bittencourt Silva).  Mas o seu início se deve quando o médico ortopedista Carlos Augusto Bittencourt Silva, 46 anos, de tradicional família da sociedade da zona Sul niteroiense, descobre ser diabético. Com medo das consequências da doença,  se forma também na medicina ortomolecular iniciando ciclo de debates sobre o bem da atividade física. Durante um evento, em 1995, uma senhora reclama da falta de local para fazer ginástica. O Dr. Carlos Augusto (hoje conhecido como Gugu) convida a todos para fazerem ginástica na calçada na Praia de Icaraí no dia seguinte. Atualmente são mais de 35 núcleos de ginástica espalhados por Niterói, incluindo um núcleo na cidade do RJ. Diariamente cerca de 3 mil idosos fazem ginástica pelo projeto Gugu. O ex-prefeito Jorge Roberto Silveira (PDT) foi o principal político que incentivou o crescimento do projeto. O atual prefeito Rodrigo Neves (PT) manteve o apoio, mas não tão eficiente quanto o seu rival político Jorge Roberto. Na afirmação do Gugu, é mais do que ginástica, é o convívio social, a saída do isolamento e da solidão que o projeto viabiliza.

Assim chegamos à eleição do Pezão no governo do RJ, que nas pesquisas, surpreendendo todos os adversários, mantém um equilíbrio (equalização) entre eleitores jovens/adultos e idosos. A tática de Sérgio Cabral Filho de envolver às duas pontas de uma vida (jovens/idosos) em projetos sociais por ongs espalhadas por todo o estado do RJ, como: Zico 10 (jovens) e Ascagel (jovens e idosos) nas secretaria estadual de esportes; e o projeto 60+ (academias nas praças) pela secretaria estadual de envelhecimento saudável e qualidade de vida (Seesqv), mantém a certeza de vitória do seu candidato, como garantiu as permanentes eleições de Sérgio Cabral aos cargos de deputado, senador e governador por duas vezes. Além disso, o seu parceiro de partido e aliado politico de confiança, Eduardo Paes - prefeito da cidade do Rio de Janeiro pela vontade de Cabral - através da secretaria municipal de envelhecimento saudável (Sesqv) desenvolve o seu projeto principal: ATI/RJ, com mais de 120 academias da terceira idade nas praças da cidade.

Contudo, já se nota uma falência desse esquema que se tornou muito caro. Com o final de contratos firmados com ongs, e o corte orçamentário do estado, dezenas de profissionais contatados para dar assistência aos idosos foram demitidos e ficaram com salários atrasados, carteiras de trabalhos sem homologações e indenizações pendentes. Somente a prefeitura do RJ conseguiu finalizar o projeto, reiniciando com outro nome: Rio ao Ar Livre (RAL).  Somando-se a essa situação, aparelhos de ginásticas das academias da terceira idade (ATI), financiadas pelo ministério da Saúde e compradas por licitações, estão sem manutenções causando riscos aos usuários idosos. A falta de uma nova proposta política/social/empresarial para garantir o projeto ATI, que é formidável, compromete todo avanço realizado até o momento.  

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